Notícias

30.09.2019

“Famalicão não tem Loja do Cidadão porque o Governo não cumpriu com os seus compromissos”

“A única solução pensada e projetada para resolver o caos que diariamente se vive na Conservatória do Registo Civil e melhorar substancialmente o funcionamento do Serviço Local da Segurança Social e da Autoridade Tributária não chegou a Vila Nova de Famalicão porque o Governo objetivamente não quis que chegasse”. Jorge Paulo Oliveira, que tem vindo a denunciar nas últimas semanas a precariedade e progressiva degradação dos serviços públicos do Estado em Vila Nova de Famalicão, acusou hoje, 30 de setembro, em conferência de imprensa, o Governo de ter “falhado estrondosamente com a sua palavra aos famalicenses”.

O deputado à Assembleia da República e recandidato pelas listas do PSD de Braga à próxima legislatura referia-se em concreto à não concretização da Loja do Cidadão no concelho, depois de a mesma ter sido protocolada entre a autarquia e a administração central em 2015. Do acordo estabelecido, lembra Jorge Paulo Oliveira, a “autarquia cumpriu com a sua parte, como encontrar e disponibilizar um espaço adequado e elaborar os necessários projetos de adaptação, de que resultou um contrato de arrendamento que representa uma renda mensal superior a 3 mil euros para a autarquia”. Contudo, adianta, o Governo de António Costa “não avançou com a Loja do Cidadão de Famalicão deixando o município e os famalicenses pendurados”.

O mesmo responsável lembra que os sucessivos e incompreensíveis adiamentos da obra em Vila Nova de Famalicão ao longo da legislatura tiveram o último desenvolvimento em 2017, com uma resolução do próprio Conselho de Ministros (n.º1 de 2017) a remeter a instalação da Loja do Cidadão de Famalicão para 2018-2019. “Mas, mais uma vez, até à sua própria determinação o Governo vai falhar porque não temos, nem teremos até ao final do ano a Loja do Cidadão. O Governo já o confirmou”, acrescentou.

Jorge Paulo Oliveira fala numa “atitude deliberada de desrespeito e discriminação para com os famalicenses por parte do Governo de António Costa, até porque, durante este período avançaram outras lojas no país, exemplos de Lisboa, Abrantes, Vila Velha de Rodão e Castelo de Paiva.”

O candidato não tem dúvidas que o Governo deixa nesta legislatura uma “marca negativa” em Vila Nova de Famalicão, “a marca da progressiva degradação dos serviços prestados aos cidadãos sobre os quais se mantém uma carga fiscal em máximos históricos”.

“O terceiro município mais exportador do país, o segundo município com a balança comercial mais positiva de Portugal, um dos municípios que, per capita, mais contribui para o OE em termos de pagamentos de impostos é aquele que depois recebe em troca, muito piores serviços públicos do que aqueles que tinha em 2015”, conclui.


Partilhar ››